sábado, 18 de junho de 2016

DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL (ENDEMIAS), quem manda e quem obedece?

ORDENS NÃO SÃO CUMPRIDAS: Ao que parece não existem subordinados.

No dia 13/06/2016, por volta das 13:horas, estive no Departamento de Vigilância Ambiental (ENDEMIAS)de nossa cidade, levando a informação de que na Rua do Cruzeiro-centro, neste município havia como há, um cachorro com suspeita de LEISHMANIOSE ou CALAZAR, levei fotos do animal e do local onde ele se encontra, devido ao horário ficaram de enviar uma equipe ao local no dia seguinte o que realmente foi feito.
Tomei conhecimento de que a equipe de Endemias ao chegar no local, procedeu a coleta  de sangue do animal e através de um teste rápido constataram que ele é portador de CALAZAR.  Assim sendo, levaram amostra de sangue do animal para que seja feita uma contra prova a ser realizada pelo LABORATÓRIO LACEN-PE, pois segundo recomendações do Ministério da Saúde a eliminação do animal só deve ser procedida mediante a realização de exames comprobatório ou seja uma contra prova.
Bem, sabemos que o animal em si, apesar de ser portador desta moléstia não causa dano a comunidade por ser ele apenas o hospedeiro da doença que não é infecto-contagiosa, a doença é transmitida quando o mosquito popularmente conhecido por “mosquito palha ou birigui” ao picar o animal doente transfere o vírus através de sua picada a outro animal ou a crianças abaixo de 10 anos, idosos e pessoas com baixa imunidade. O assunto é bastante controverso quanto ao tratamento e cura do animal, pois não existe cura comprovada e o tratamento em tese torna-se um paliativo que apenas prolonga a vida do animal que continua sendo um hospedeiro da doença, o tratamento torna-se caro ao proprietário e dependendo ao município, apesar de ter a informação (pesquisa na Internet) de que este tratamento é proibido pelo Conselho Nacional de Veterinários, entendo que não é justo saírem por ai eliminando animais apenas por suspeita e quanto a isto dizem haver recomendações do Ministério da Saúde autorizando o extermínio do animal apenas mediante a comprovação do fato, prova e contraprova.
Sendo sabedor de que o teste rápido havia sido feito e com resultado positivo para a doença calazar, na manhã do dia 14/06/2016, me dirigi ao Departamento de Vigilância Ambiental (ENDEMIAS), onde conversei com a Dra. NARA SARAIVA, Coordenadora de Epidemiologia, Vigilância Sanitária e Vigilância Ambiental, ouvi muitas explicações das quais: o município não tem um centro de zoonose e o Ministério da Saúde e o Estado não tem orçamento para isto, na receita deles não  tem nada que a gente possa fazer um projeto... e das dificuldades do tratamento. Além do que o Ministério da Saúde não permite eliminar o animal sem a contra prova, ouvi ainda a afirmação de que o teste realizado é totalmente seguro e não tem como dar errado, que  irão apenas aguardar a contra prova para eliminar o animal porque para ele(animal) esta doença não tem cura. Entendi que são muitos os obstáculos para o tratamento do animal e que infelizmente o município por falta de recursos nada pode fazer. Devido a minha insistência quanto aos cuidados com a saúde dos moradores daquela localidade, enquanto eu estava lá no Departamento de Vigilância Ambiental a Dra. Nara, determinou ao funcionário daquele departamento que a área devia ser borrifada em um raio de trezentos(300) metros que é o que o Ministério da Saúde manda e naquele momento me informaram com todas as letras que o funcionário Sr. Cicero, no dia seguinte 15/06/2016 (quarta-feira) iria iniciar esta tal borrifação.
Entendo que  executar uma tarefa  em um RAIO de 300 (trezentos) metros em uma área urbana não é uma logística fácil para apenas um funcionário executar, devido ao quantitativo de material a ser utilizado  e as dificuldades por ser uma área densamente habitada, o que deverá demandar alguns dias para concluírem o tal serviço.  Bom, já que foi determinado  aguardei o dia seguinte(quarta-feira) para ir conferir de perto o inicio dos trabalhos, voltei aquele departamento e lá fiquei sabendo através de outros funcionários que o Sr. Cicero estava de férias, preciso dizer algo mais?  Apenas para complementar informo que até a presente data e hora sequer esteve alguém no local para fazer ao menos um metro de borrifação e mais sequer existe naquele Departamento Municipal de Endemias  o tal veneno que dê para borrifar 01(um) metro quadrado.  Vale salientar que existem residências a menos de 20 (vinte) metros do animal e a menos de 15 metros do local em que ele esta amarrado escorre a céu aberto o saneamento publico, advindo de toda rua do Cruzeiro e alto da Saudade, existe vegetação no local o que torna propicio a procriação de qualquer mosquito e não só o tal mosquito "palha ou birigui".
É revoltante amigos, a falta de compromisso e negligencia com a saúde publica, entendo que se o caso não fosse sério não teria a Coordenadora de Epidemiologia, Vigilância Sanitária e Vigilância Ambiental de nossa cidade, após minhas insistências ter determinado a pulverização com inseticida em um raio de 300(trezentos) metros. Agora resta perguntar: O que é que esta havendo, faltam os recursos? a equipe(funcionários) para este tipo de atendimento é pequena ou não existe? Falta material  ou  será que é pura insubordinação ou falta de comando?
O caso tem que ser tratado com seriedade, sabem por que? Perguntem na nossa Secretaria de Saúde Publica se alguém lembra do Sr. PEDRO JOSÉ DA SILVA, um sãocaitanense popularmente conhecido por “Rato” que foi infectado com este tipo de doença quais cuidados o município teve e que tipo de tratamento nossa saúde publica ofertou a ele?
Todos sabem que em meu blog não tenho por objetivo criticar, e tenho sempre parabenizado os setores publico pelas reivindicações do povo e que conseguimos resolver, no entanto de uns dias para cá, vejo que a coisa é diferente tem sempre alguém botando dificuldades em tudo quanto tenho solicitado ou como dizem “colocando o dedo no suspiro” ora esqueçam que eu WILTON GOMES DA SILVA, sou pretenso candidato a vereador se preocupem apenas em resolver os problemas de nosso povo e da minha cidade, defendam suas funções mostrem que são profissionais preocupados com nossa gente, afirmo sou oposição ao governo, no entanto estou sempre pronto a parabenizar pelas ações e serviços executados, agora, não posso ficar aqui de braços cruzados e aceitando tudo, vendo a falta de providencias, os desmandos e as insubordinações e o final dizer que esta tudo certo, porque neste caso, não está não Doutora, veja que a senhora determinou que fosse pulverizada uma área de 300 metros segundo a Senhora mesmo me afirmou que iriam: "borrifa uma areá maior, um raio que o Ministério manda." ora ficaram de começar no dia seguinte, porque até hoje não iniciaram? o que é que esta havendo? Quem irá explicar aos moradores da localidade esta falta de zelo municipal com a saúde deles.  Agora se nós tomássemos por medida radical levar o animal e amarrar na entrada deste Departamento de Endemias, garanto que a primeira providencia que iriam tomar seria no mínimo solicitar a força policial para nos deter. Fazer vistas grossa é fácil quando o problema é dos outros. No entanto se um animal comprovadamente hospedeiro do calazar estivesse na porta ou na vizinhança próxima de qualquer autoridade municipal, garanto que já haviam dado um “Jeitinho”, mas, como está no seio de uma comunidade pacata, deixam lá para ver o que vai acontecer, até que chegue o tal resultado do LABORATÓRIO LACEN, se é que enviaram o sangue coletado para analise, porque, se o que era para ser feito por aqui não fizeram ate hoje, imaginem os senhores o que devia ser enviado para fazer lá fora.
Já que o animal não é um infecto contagioso e deve aguardar a contra prova do tal resultado do LACEN, e não tendo o município um centro de zoonose, porque o município não se junta a Associação Protetora dos Animais para cuidarem dele. DIFÍCIL RESPONDER NÃO É.
                                                    PARA REFLETIR:   o que você faria:
a)se o animal estivesse próximo a sua residência e estando ele diagnosticado com a doença calazar;
b) tendo a certeza de que o teste rápido foi realizado, que  é bastante seguro e que existe menos de 01% de chance da contra prova dar negativa;
c)tendo a informação de que o animal com calazar não tem cura e será sacrificado;
d) que a área deve ser dedetizada;
e) que o Ministério da Saúde manda que seja feita a pulverização em um raio de 300 metros;
g) tendo a certeza de que com a nossa insistência a única coisa que foi feita até o momento foi a retirada de sangue para as analises;
f) tendo o conhecimento de que no mínimo uma pessoa bastante conhecida em nossa cidade já foi acometido desta doença(caso comprovado) Sr. “rato” que trabalhou na venda de zé gordo;e,
h) que apesar do animal estar amarrado, as proximidades de seu habitat é propicia para criadouros de mosquitos por ser a menos de 15 metros  de um saneamento publico que em toda a extensão escorre a céu aberto e,
i) E que cuidados maiores devem ser dispensados porque há menos de vinte metros do animal existem residencias com crianças  e idosos e  mais, a área é urbana e densamente habitada.
Da forma que estão agindo é ou não é negligenciar com a saúde daqueles moradores. 

Irei encaminhar o caso ao nosso Conselho Tutelar para que defendam o direito a Saúde de nossas crianças e ao Conselho do Idoso se é que este existe em nosso município para que tome as providências cabíveis. 
DE CARA COM A VERDADE Departamento de Vigilância Ambiental (ENDEMIAS) cuidar da saúde de nossos munícipes NÃO É ASSIM QUE SE FAZ!




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