ORDENS NÃO SÃO CUMPRIDAS: Ao que parece não
existem subordinados.
No dia 13/06/2016, por volta das 13:horas, estive no Departamento de Vigilância Ambiental
(ENDEMIAS)de nossa cidade, levando a informação de que na Rua do Cruzeiro-centro,
neste município havia como há, um
cachorro com suspeita de LEISHMANIOSE ou CALAZAR, levei fotos do animal e do
local onde ele se encontra, devido ao horário ficaram de enviar uma equipe ao
local no dia seguinte o que realmente foi feito.
Tomei conhecimento de que a equipe de Endemias ao chegar no local, procedeu a coleta
de sangue do animal e através de um
teste rápido constataram que ele é portador de CALAZAR. Assim sendo, levaram amostra de sangue do animal para
que seja feita uma contra prova a ser realizada pelo LABORATÓRIO LACEN-PE, pois
segundo recomendações do Ministério da Saúde a eliminação do animal só deve ser
procedida mediante a realização de exames comprobatório ou seja uma contra
prova.
Bem, sabemos que o animal em si, apesar de ser portador desta moléstia
não causa dano a comunidade por ser ele apenas o hospedeiro da doença que não é
infecto-contagiosa, a doença é transmitida quando o mosquito popularmente conhecido por “mosquito palha ou birigui” ao picar o animal doente transfere o vírus através de sua picada a outro animal ou a crianças abaixo de 10 anos, idosos e pessoas com baixa
imunidade. O assunto é bastante controverso quanto ao tratamento e cura do animal, pois não existe cura comprovada
e o tratamento em tese torna-se um paliativo que apenas prolonga a vida do
animal que continua sendo um hospedeiro da doença, o tratamento torna-se caro
ao proprietário e dependendo ao município, apesar de ter a informação
(pesquisa na Internet) de que este tratamento é proibido pelo Conselho Nacional
de Veterinários, entendo que não é justo saírem por ai eliminando animais apenas por
suspeita e quanto a isto dizem haver recomendações do Ministério da Saúde
autorizando o extermínio do animal apenas mediante a comprovação do fato, prova e contraprova.
Sendo sabedor de que o teste rápido havia sido feito e com resultado
positivo para a doença calazar, na manhã do dia 14/06/2016, me dirigi ao Departamento de Vigilância
Ambiental (ENDEMIAS), onde conversei com a Dra. NARA SARAIVA, Coordenadora de Epidemiologia, Vigilância Sanitária e Vigilância Ambiental, ouvi muitas explicações das
quais: “ o município não tem um centro de zoonose e o Ministério da Saúde e
o Estado não tem orçamento para isto, na receita deles não tem nada que a gente possa fazer um projeto...” e das
dificuldades do tratamento. Além do que o Ministério da Saúde não permite eliminar
o animal sem a contra prova, ouvi ainda a afirmação de que o teste realizado é totalmente seguro e não tem como dar errado, que irão apenas aguardar a contra prova para eliminar o animal
porque para ele(animal) esta doença não tem cura. Entendi que são muitos os obstáculos para o tratamento do
animal e que infelizmente o município por falta de recursos nada pode fazer. Devido a minha insistência quanto aos cuidados com a saúde dos moradores daquela localidade, enquanto eu estava lá no Departamento de Vigilância Ambiental a Dra. Nara, determinou ao funcionário daquele departamento que a área devia ser borrifada
em um raio de trezentos(300) metros que é o que o Ministério da Saúde manda e naquele momento me informaram com todas
as letras que o funcionário Sr. Cicero, no dia seguinte 15/06/2016 (quarta-feira) iria iniciar esta tal borrifação.
Entendo
que executar uma tarefa em um RAIO de 300 (trezentos) metros em uma área urbana não é uma logística fácil para apenas um funcionário executar, devido ao quantitativo de material a ser utilizado e as dificuldades por ser uma área densamente habitada, o que deverá demandar alguns dias para concluírem o
tal serviço. Bom, já que foi
determinado aguardei o dia seguinte(quarta-feira) para
ir conferir de perto o inicio dos trabalhos, voltei aquele
departamento e lá fiquei sabendo através de outros funcionários que o Sr. Cicero estava de férias, preciso
dizer algo mais? Apenas para complementar informo que até a presente data e hora sequer esteve alguém no local para fazer ao
menos um metro de borrifação e mais sequer existe naquele Departamento Municipal de Endemias o tal veneno que dê para borrifar 01(um) metro quadrado. Vale salientar que existem residências a menos de 20 (vinte)
metros do animal e a menos de 15 metros do local em que ele esta amarrado escorre a céu
aberto o saneamento publico, advindo de toda rua do Cruzeiro e alto da Saudade,
existe vegetação no local o que torna propicio a procriação de qualquer
mosquito e não só o tal mosquito "palha ou birigui".
É revoltante amigos, a falta de compromisso e negligencia com a saúde
publica, entendo que se o caso não fosse sério não teria a Coordenadora de Epidemiologia, Vigilância Sanitária e Vigilância Ambiental de nossa cidade,
após minhas insistências ter determinado a pulverização com inseticida em
um raio de 300(trezentos) metros. Agora resta perguntar: O que é que esta havendo, faltam os recursos?
a equipe(funcionários) para este tipo de atendimento é pequena ou não existe? Falta
material ou será que é pura insubordinação ou falta de comando?
O caso tem que ser tratado com seriedade, sabem por que? Perguntem na
nossa Secretaria de Saúde Publica se alguém lembra do Sr. PEDRO JOSÉ DA SILVA, um
sãocaitanense popularmente conhecido por “Rato” que foi infectado com este tipo
de doença quais cuidados o município teve e que tipo de tratamento nossa saúde publica ofertou
a ele?
Todos sabem que em meu blog não
tenho por objetivo criticar, e tenho sempre parabenizado os setores
publico pelas reivindicações do povo e que conseguimos resolver, no entanto de
uns dias para cá, vejo que a coisa é diferente tem sempre alguém botando
dificuldades em tudo quanto tenho solicitado ou como dizem “colocando o dedo no suspiro”
ora esqueçam que eu WILTON GOMES DA SILVA, sou pretenso candidato a vereador se
preocupem apenas em resolver os problemas de nosso povo e da minha cidade,
defendam suas funções mostrem que são
profissionais preocupados com nossa gente, afirmo sou oposição ao governo, no entanto estou sempre pronto a
parabenizar pelas ações e serviços executados, agora, não posso ficar aqui de braços cruzados e aceitando tudo, vendo
a falta de providencias, os desmandos e as insubordinações e o final dizer
que esta tudo certo, porque neste caso, não está não Doutora, veja que a senhora determinou que fosse pulverizada uma
área de 300 metros segundo a Senhora mesmo me afirmou que iriam: "borrifa uma areá maior, um raio que o Ministério manda." ora ficaram de começar no dia seguinte, porque até hoje não iniciaram? o que é que
esta havendo? Quem irá explicar aos
moradores da localidade esta falta de zelo municipal com a saúde deles. Agora se nós tomássemos por medida radical
levar o animal e amarrar na entrada deste Departamento de Endemias, garanto que
a primeira providencia que iriam tomar seria no mínimo solicitar a força policial
para nos deter. Fazer vistas grossa é fácil quando o problema é dos outros. No
entanto se um animal comprovadamente hospedeiro do calazar estivesse na porta ou
na vizinhança próxima de qualquer autoridade municipal, garanto que já haviam
dado um “Jeitinho”, mas, como está
no seio de uma comunidade pacata, deixam lá para ver o que vai acontecer, até
que chegue o tal resultado do LABORATÓRIO LACEN, se é que enviaram o sangue
coletado para analise, porque, se o que era para ser feito por aqui não fizeram
ate hoje, imaginem os senhores o que devia ser enviado para fazer lá fora.
Já que o animal não é um infecto contagioso e deve aguardar a contra prova do tal resultado do LACEN, e não tendo o município um centro de zoonose, porque o município não se junta a Associação Protetora dos Animais para cuidarem dele. DIFÍCIL RESPONDER NÃO É.
PARA REFLETIR: o que
você faria:
a)se
o animal estivesse próximo a sua residência e estando ele diagnosticado com a
doença calazar;
b)
tendo a certeza de que o teste rápido foi realizado, que é bastante seguro e que existe menos de 01% de
chance da contra prova dar negativa;
c)tendo
a informação de que o animal com calazar não tem cura e será sacrificado;
d)
que a área deve ser dedetizada;
e)
que o Ministério da Saúde manda que seja feita a pulverização em um raio de 300
metros;
g)
tendo a certeza de que com a nossa insistência a única coisa que foi feita até
o momento foi a retirada de sangue para as analises;
f)
tendo o conhecimento de que no mínimo uma pessoa bastante conhecida em nossa
cidade já foi acometido desta doença(caso comprovado) Sr. “rato” que trabalhou
na venda de zé gordo;e,
h)
que apesar do animal estar amarrado, as proximidades de seu habitat é propicia
para criadouros de mosquitos por ser a menos de 15 metros de um saneamento publico que em toda a extensão escorre a céu aberto e,
i) E que cuidados maiores devem ser dispensados porque há menos de vinte metros do animal existem residencias com crianças e idosos e mais, a área é urbana e densamente habitada.
Da forma que estão
agindo é ou não é negligenciar com a saúde daqueles moradores.
Irei encaminhar o caso ao nosso Conselho Tutelar para que defendam o direito a Saúde de nossas crianças e ao Conselho do Idoso se é que este existe em nosso município para que tome as providências cabíveis.
DE CARA COM A VERDADE Departamento de Vigilância Ambiental (ENDEMIAS) cuidar da saúde de nossos munícipes NÃO É ASSIM QUE SE FAZ!